segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O que é que tu tens?


Onde: Esplanada do teatro
Quem: Dayse Priscilla e eu

Dayse Priscilla: O que é que tu tens, Zozo?
Eu: Oh, nada...
Dayse Priscilla: Vamos ter um daqueles momentos tipicamente de gaja?
Eu: Hã?
Dayse Priscilla: Sim, uma daquelas conversas do o-que-é-que-tu-tens-não-tenho-nada-tens-sim-que-eu-conheço-te-diz-lá-a-sério-não-tenho-nada-é-só-que...
Eu: Uma vez que pões as coisas assim...é só que... ahahah!
Dayse Priscilla: Oh, diz lá!
Eu: Não se passa nada!
Dayse Priscilla: Achas que me enganas? Achas que eu sou um gajo?
Eu: De todas as coisas que eu acho a teu respeito o seres um gajo não é uma delas...
Dayse Priscilla: Diz lá então porque é que estás com essa cara de peido!
Eu: Cara de peido?
Dayse Priscilla: Yah! Parece que estás em sofrimento, que estás a pensar em alguma coisa...
Eu: Estás a insinuar que eu tenho de fazer um esforço para pensar?
Dayse Priscilla: Não! Estou a dizer mesmo! Tu és um bocado transparente, Zozo. Não me leves a mal!
Eu: Eu? Levar a mal o facto de tu me estares a insultar? Lá agora!
Dayse Priscilla: Zozo, se é a realidade não é um insulto!
Eu: Essa tua lógica, Dayse, ultrapassa todas as fronteiras... Olha, sabes que mais, Dayse? Já sei o que tenho! Estou chateada contigo!
Dayse Priscilla: Ah! Eu sabia que se passava alguma coisa! Essa tua cara nunca me enganou!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Um balão por dia nem sabes o bem que te fazia!

Onde: gelatina de morango
Quem: Alf e eu

Eu: Tu sabias que uma pessoa liberta, em média e por dia, gases suficientes para encher um balão?
Alf: Uau! A sério?
Eu: Hum hum! 
Alf: Como é que sabes? Andaste com um balão entalado no cu um dia inteiro a medir? Ahahah!
Eu: Tu sabes que eu sou uma pessoa visual... estou a imaginar essa cena agora! Ahahaha!
Alf: Agora a sério, como é que se fazem esses estudos? Será que é só probabilidades e contas ou quem se lembra de medir a quantidade de peidos que uma pessoa dá por dia põe-se mesmo a aparar os peidos - próprios ou alheios - para dentro de um balão?
Eu: Hum, realmente... 
Alf: E não é só isso! É que os peidos não são todos iguais! Uns são maiores que os outros!
Eu: Ahahah! Maiores? O punzinho e o punzão?
Alf: Claro! 
Eu: Eu sei que é uma média... mas eu tenho a certeza que há dias que não encho um balão!
Alf: Isso explica muita coisa, Zozo! Um balão por dia nem sabes o bem que te fazia! Ahahahah!


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A sexualidade duvidosa de Winnie the Pooh

Winnie the Pooh de perna aberta e sem calça em pose indecente com o seu amigo porco, que também usa pouca roupa






O mundo está para acabar!
Não, não estou a ser alarmista! O fim está iminente! Baniram o Winnie the Pooh duma cidade polaca por ele não usar calças e ter uma sexualidade duvidosa! 
Pois é! Por esta ninguém esperava! É um sinal da mudança dos tempos e um prenúncio do Apocalipse!
Mas antes de entrar na profundidade que este tema reclama quero deixar aqui uma pequena nota, resultante de uma leitura que tive oportunidade de fazer há pouco e que se revelou de uma densidade como tenho visto poucas vezes. Abordava-se, no texto em questão, a imensa e abissal diferença entre as leggings e as calças, com notas explicativas e apontamentos gramaticais especialmente direccionados às empregadas da Zara e da Trafaluc. 
Invejei o texto, devo confessar. 
Tanta coisa que me passa pela cabeça (e com quase tanta ou mesmo tanta - atrever-me-ia - densidade) e nunca pensei que a diferença entre leggings e calças fosse tão premente! C'um raio! Chiça!
E porquê?
Porque o Winnie the Pooh é, pelos vistos, um urso exibicionista, sem sentido estético e que se bamboleia pelas ruas sem calças! Caramba! É coisa para mudar uma vida ou, pelo menos, um município tomar posição, não é?
Mas e se o Winnie usasse leggings?, estão vocês certamente a pensar. 
Bom, leggings aparentemente não são calças, MAS não tenho dúvidas que se o Winnie aparecesse todo ele em colante a andar pelas ruas certamente deixaria de haver dúvidas sobre a sexualidade. Um ponto a favor das leggings como peça autónoma ou usável per se, portanto.
Por outro lado, não deixa de ser relevante mencionar que há situações em que a calça (sim, é correcto usar-se o substantivo calça no singular e não, calça não é apenas o imperativo do verbo calçar; também pode ser a terceira pessoa singular do presente do indicativo do mesmo verbo) não faz sentido e a legging se impõe! Um exemplo? Imaginem o fato do Super-Homem ou do Homem-Aranha com calças...pois é! Não era nada super nem tampouco heróico!
Bom, mas a questão aqui é o Winnie, cuja sexualidade anda neste momento a ser questionada nos municípios da Polónia e, ainda por cima, nem calças usa! Como se isso não bastasse dá-se com um porco que também usa pouca indumentaria e anda sempre a tentar molhar o bico no mel... Winnie, o teu caso não está fácil. Os polacos são danados!
Percebe-se, naturalmente! Uma criança de 2 ou 3 anos ou até mais, que goste do Pooh, fica sexualmente confusa ao olhar para o urso amarelo vestido só com uma t-shirt vermelha! Porque uma criança desta idade quando olha para um boneco nestes trajes sente logo a sua identidade sexual a ser posta em causa (porque o urso amarelo falante é, já dizia Freud, a referência, por excelência, e a base de todos os traumas que estão na base dos desvios sexuais do adulto). 
O facto do Winnie não ter calças só vem agravar o problema, porque o urso não tem nada para esconder. Imagino que a existência da calça (e porque não mesmo a legging) sempre criaria nas crianças a ilusão de que o Pooh tinha um pipi... o que é fundamental em termos identificativos, como já referi acima.
Posto isto resta-me deixar aqui um aviso ao Pato Donald: Donald, não vás à Polónia! Se fores, leva pelo menos umas leggings!".

Winnie the Pooh em poses comprometedoras com o seu amigo burro.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

... I rest my case!


Onde: restaurante
Quem: Pessoa e eu

Pessoa: Tu falaste mal de mim no teu blogue!*
Eu: Eu? Não! Eu limitei-me a... constatar o óbvio! Ahahah!
Pessoa: Eu não faço constatações do óbvio!
Eu: Fazes sim!
Pessoa: Não faço nada!
Eu: Fazes sim!
Pessoa: Não...
Empregado do restaurante: Ora bom dia, aqui está a nossa ementa.
Pessoa: Ah! É o vosso menu?
Eu (rebolando os olhos): Não... é a TV Guia, criatura!

*A constatação do óbvio

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Uma questão de... opinião!


Onde: café do Esteves
Quem: Dayse Priscilla, Alf e eu

Alf: Preciso da vossa opinião sobre uma cena...
Eu (virando-me para a Dayse): Ui! Mete saias...
Dayse Priscilla: Será que é desta que o Alf se apaixonou?
Alf: Querem ouvir ou querem continuar a asnear?
Eu: Ui, sensível...
Dayse Priscilla: Hum... é amor!
Alf (amuado): Esqueçam, já não preciso da vossa opinião!
Eu (no gozo): Oh, Alf, conta lá! Por favor! Queremos tanto saber!
Dayse Priscilla: Ahahahah! Oh! Sim, por favor!
Eu (dando-lhe um aperto no braço): Vá. Deixa-te de frescuras e diz o que se passa!
Alf: Hum...ó pá, ando a comer uma gaja...
Dayse Priscilla (interrompendo o Alf e virando-se para mim): Este rapaz é um poço de classe!
Eu: Um romântico, diria eu mesma!
Alf: Vocês estão insuportáveis hoje! Posso falar?
Dayse Priscilla: By all means...
Alf: Dizia eu, ando a co... ando a dar prazer a uma senhora de forma regular, mas sem compromissos e acontece que ela é... hum... bastante efusiva durante o acto...
Eu: Define "bastante efusiva".
Alf: Guincha que se desunha!
Dayse Priscilla: No shit!
Alf: Yah! 
Dayse Priscilla: Ok, mas e que opinião queres nossa? Zozo, tu gritas?
Eu (indignada): Não! Claro que não!
Dayse Priscilla: Eu não adivinho, não é?
Alf: Vocês calam-se hoje?
Eu: Vá, diz lá o que queres de nós... antes que o pessoal se largue aos guinchos! Ahahah!
Alf: Poupa-me!
Dayse Priscilla: Já sei! Queres que a gente te diga como é que vais dizer à moça que a cena dos guinchos não te agrada!
Alf: Não me agrada? Quem disse que não me agrada? É o que eu mais gosto nela!
Eu: Então que queres de nós?
Alf: É que os meus vizinhos já se queixaram e eu queria saber se alguma de vocês me pode emprestar a casa...
Eu: Isso não é uma opinião!
Alf: Claro que é! Na tua opinião posso usar a tua casa?




segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A constatação do óbvio!


A cada semana que começa renova-se em mim aquele sentimento a que não consigo dar expressão de forma singular ou com economia de palavras e que se traduz, as mais das vezes, num pensamento que me vem sempre (ou quase sempre) num mix de português e inglês (certamente influência da Dayse) e que é "Fuuuuuuuu#"%$$#####k! Cá vamos nós outra vez!". 
Sim, eu sei que este é um sentimento que assalta 97,34% da população trabalhadora, mas mesmo assim eu acho que merece ser partilhado e falado, como todas as coisas que são evidentes e das quais as pessoas mesmo assim sentem necessidade de falar, ou seja, aquilo a que eu chamo "a constatação do óbvio"!
A "constatação do óbvio" é um fenómeno que assalta de forma generalizada toda a gente, seja diária ou esporadicamente e em qualquer fase das suas vidas. Há pessoas que abusam dela consciente e inconscientemente e há pessoas que o fazem apenas por necessidade. É o que se passa, por exemplo, quando falamos do tempo. 
Quem é que nunca se viu enfiado num elevador com um vizinho e deu por si a ter aquela conversa sobre o estado do tempo só para não ter de partilhar um silêncio constrangedor? Sim! Constatando o óbvio, quem é que nunca se viu metido num debate sobre o bom tempo que tem feito ou a chuva torrencial que tem caído? É inevitável! Ninguém espera retirar nada deste tipo de conversas, mas toda a gente as tem.
O mesmo se passa quando encontramos uma  amiga que não vemos há algum tempo com o filho e dizemos muito espantadas que a criança está enorme! É óbvio... elas não param de crescer só porque nós não as vemos! Ou quando perguntamos a uma amiga com um sacos de lojas de roupa nos saldos se  ela comprou alguma coisa nova...não, anda só a passear sacos!
É claro que há quem abuse da constatação do óbvio, como o Pessoa, por exemplo. Sim, o Pessoa é aquela pessoa (hum...um nadinha pleonástico, não?) que quando lhe dão o menu num restaurante se vira para o empregado e pergunta: "Ah! Este é vosso menu?"... o que me irrita solenemente (e imagino que ao empregado também) e me faz rosnar-lhe "Não! É uma lista de sofás só para te entreteres enquanto esperas pela comida!". Ou então (e isto eu juro que é sempre, nunca falha) quando ele vê a lista das bebidas e pergunta ao empregado: "Estas são todas a cervejas que têm?"... o que me irrita ainda mais solenemente e me faz rosnar-lhe: "Não! Temos mais, mas estão escondidas à espera que os clientes perguntem por elas!".
Sabem que mais? Obviamente irrita-me este abuso da constatação do óbvio!
Hunf, vou trabalhar...

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Coisas que não são fashion, mas deviam ser - Parte 2

Depois do sucesso que não foi o post Coisas que não são fashion, mas deviam ser - Parte 1 eu decidi persistir nesse caminho e aqui vai a Parte 2.
Portanto, hoje vou arrojar! Estão prontos?
Pêlos!
Sim, pêlos!
Pêlos são uma cena que devia ser muito moda, mas infelizmente não é! 
Ontem à noite eu dei por mim a pensar que era tão mais fixe se fosse fashion uma mulher ter pêlos. Poupava-se uma dinheirama em depilações, no Inverno andávamos mais quentinhas e, acima de tudo, era aquela despreocupação em relação ao que se podia ou não usar, porque tanto fazia! Mini-saia? Venha ela que eu tenho muito pêlo para mostrar ao mundo!
É claro que também isto não era para ser o advento da mulher do Chewbacca, mas sem dúvida que seria libertador! 
Fica aqui o apelo: fashionistas do mundo inteiro uni-vos nesta luta (fashion) pela igualdade capilar! Vamos libertar as mulheres do jugo secular da perna depilada e da axila rapada e criar uma nova moda! Vamos deixar crescer o buço em Dezembro (em Novembro poderia parecer estranho porque podiam pensar que estávamos a tentar roubar o protagonismo do Movember e, a bem dizer, não temos próstata que o justifique)! Vamos  deixar crescer os pêlos das pernas e exibi-las com orgulho! Vamos elogiar o pêlo alheio e cobiçar a penugem das outras! Vamos tornar o pêlo moda!
E já que assim é eu sugiro também que se torne a celulite moda! Devia ser o máximo exibir a pele casca de laranja (super saudável e vegetarianamente fashion) no verão! C'um raio! Façam-se implantes de celulite! Ponham-se as infelizes das descelulitadas a desejar aumentar a sua massa adiposa nas nalgas!
Antigamente a celulite era sexy! 
No antigamente ele era ver os quadros das matronas despidas a comer bagos de uvas (e qual Playboy qual carapuça) e isso era sexy e fashion. Acredito que elas não andassem por toda  a banda nesses preparos, mas era suficientemente moda para os artistas da altura terem pintado uma data de quadros desses. 
Posto isto eu digo: Let's bring cellulite back!
Bom... e é isto!